Um dia em Gonçalves (MG) com 2 malinhas

Como estamos economizando para a viagem mais longa que faremos no final de agosto, aproveitamos o feriado de Corpus Christi para fazer um bate-e-volta até Gonçalves, no sul de Minas - daqui de São José são cerca de 100 km, ou umas 2 horas, por uma linda estrada sinuosa em meio às montanhas.
nunca me canso dessa vista

Decidimos ir por dentro, através da estradinha que leva até Monteiro Lobato. De lá pegamos sentido São Bento do Sapucaí, e então seguimos a indicação para a estrada que leva a Gonçalves - sem dúvida o trecho mais bonito, pois vamos subindo, subindo, vendo as fazendas e as cidades lá embaixo. Estava um dia de sol bem gostoso, com temperatura muito agradável. Pela altitude, imagino que seja bastante frio agora no inverno, principalmente à noite.
entrada da cidade

A cidade é bem pequenininha, e parte das ruas estava interditada para a preparação dos tradicionais tapetes coloridos no chão, no caminho por onde passa a procissão rumo à igreja, que fica na parte mais alta da cidade.
já bem no alto, próximo à igreja

Os malinhas adoraram ver as pessoas fazendo os desenhos no chão, não só com a tradicional serragem colorida mas também com flores, tampinhas de garrafa, papel picado... como sempre, fizeram mil perguntas pois era algo que nunca tinham visto.
Na cidade há inúmeras lojinhas cheias de cachaças de todos os tipos e preços (algumas caríssimas), geleias, doce de leite, todo aquele pacote de gostosuras típicas de Minas. Há várias opções de restaurante, e acabamos almoçando no Paulo das Trutas, que já conhecíamos de Monte Verde. 
delícia de almoço

Depois de zanzar um pouco pela cidade, paramos na Padaria e Café São Francisco para um café e comprar uns queijinhos... a casa onde fica a padaria foi a primeira casa de alvenaria da cidade, segundo nos contaram, construída há mais de cem anos.
fachada da Padaria São Francisco
 
Logo na entrada fica a padaria propriamente dita, à esquerda - onde deveria ser a sala da casa - ficam as mesas do café, com uma estante cheia de livros de todos os tipos, inclusive em inglês e alemão, nos fundos ficam os queijos (o melhor é que dá pra experimentar todos, e a moça que nos atendeu nos explicou tudo sobre eles, foi ótima!), e ao lado de onde ficam os queijos há uma porta para o sótão, cheio de surpresas. Fizeram uma espécie de museu, com vários objetos antigos, distribuídos nas salinhas. Meio claustrofóbico mas muito bem pensado! Meus malinhas que adoram um museu ficaram fascinados com os objetos, perguntando o que eram e pra que eram usados. 
Adoraram também a janelinha que dá para a calçada, ficaram lá espiando os pés das pessoas que passavam.
numa das salas do porão, uma espécie de capelinha

Há várias trilhas ao redor da cidade, mas aconselho a se informar antes e ir preparado, pois como há montanhas por todos os lados acredito que sejam bem íngremes.
Nesses sites aqui e aqui é possível consultar a agenda de eventos da cidade e se informar sobre restaurantes e pousadas, para quem quiser se hospedar por lá.

Pra quem mora por aqui é uma ótima pedida para um passeio de um dia, uma alternativa a Campos do Jordão (que fica lotada nesse feriado e no período de inverno) e uma chance de saborear um pouco de Minas pertinho de casa.

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